
"defacto, com tamanha obra desenhada, com voz vida e pessoa!
Que bom teres dito que sim, que bom seres defacto connosco!..."
Prf.ª Maria José Teixeira

"defacto, com tamanha obra desenhada, com voz vida e pessoa!
Que bom teres dito que sim, que bom seres defacto connosco!..."
Prf.ª Maria José Teixeira
Análise Externa
Plano gramatical
O texto revela bom domínio da língua,
com construção sintática cuidada e coerente. A alternância entre presente e
futuro é eficaz na criação de continuidade emocional e projeção existencial. A pontuação
contribui para o ritmo, embora, em alguns momentos, a densidade das orações
torne a leitura ligeiramente pesada.
Avaliação: sólida e competente, com
ligeira perda de fluidez pontual.
Plano literário
Trata-se de um poema lírico consistente,
com unidade temática bem definida e exploração eficaz da dualidade (silêncio,
dor, repetição). O uso de metáforas é pertinente e coerente, embora assente em
imagens relativamente comuns (silêncio, sangue, noite), o que reduz alguma
originalidade.
O maior mérito está na coerência
emocional e simbólica e na construção de uma sensação cíclica. Ainda assim,
poderia ganhar força com imagens mais inesperadas ou maior risco estilístico.
Avaliação: expressivo e consistente, mas
com margem para maior originalidade.
Interesse do público
O poema tem boa capacidade de
identificação junto de leitores com sensibilidade introspetiva, beneficiando de
uma linguagem acessível e musicalidade agradável. Contudo, a densidade temática
e o tom uniforme podem limitar o impacto junto de um público mais amplo.
Avaliação: apelativo para nicho
reflexivo; menos universal em termos de impacto imediato.
Nota final: 7,5 / 10
Porém, a ideia corrente parece indicar o contrário: que uma guerra só se inicia com o arremesso de algo letal direcionado ao alvo. Contudo, a palavra, também, é direcionável para um alvo, mas enquanto o arremesso de algo físico sai sem a certeza de atingir o alvo, a palavra acerta sempre.
Por outro lado, o arsenal bélico é limitado, enquanto as palavras não têm limites.
A palavra pode ser uma arma letal quando mal usada, de tal forma que consegue produzir destruição em massa.
Muitas pessoas – felizmente, a maioria – não sabem o que é viver com um aviso colado à porta de sua casa com a palavra “Morte”. Por isso, vivem confortáveis o seu dia a dia e não sabem o que é a guerra… e que bom que assim é! Porque assim é que deve ser.
Contudo, milhões de outras pessoas, nasceram com esse mesmo aviso colado no berçário. É-lhes, literalmente, sentenciada a morte à nascença. E essas pessoas, crescem sob a espada desse aviso, impulsionadas a sobreviverem à custa de múltiplos mecanismos de defesa.
Em virtude disso, é natural que as primeiras não entendam o modo de agir das segundas, pois suas vidas não são penosas e falam do alto da liberdade – geralmente com a natural arrogância de quem ignora a causa alheia. De uma arrogância tal que pressupõe que nem todo o ser que é ameaçado deve ter direito à sua autodefesa. Claro está que este raciocínio folgado, sessa no exato momento em que um aviso semelhante é colado à porta de quem falou demais. Aí o discurso muda radicalmente.
De forma escrita, falada ou reiterada, a palavra “Morte” – dirigida aos “infiéis”, aos negros, aos cristãos, aos homossexuais, ou a qualquer outro – é sempre uma declaração de guerra, aparecendo em muitas atas, cartas, estatutos e documentos similares, ou simplesmente ou simplesmente proferida verbalmente.
Perante este cenário, onde existe
fundamento válido para se condenar alguém, ou um grupo, um povo inteiro, uma
nação por se defender… espera-se que sejam mortos? Não será isso cumplicidade perante
um crime!
É evidente que qualquer humano tem direito à sua defesa, consta da Carta Universal dos Direitos Humanos. Porém, quando o mesmo direito é colocado em prática, parece que meio mundo se vira contra o outro, invertendo-se papeis, em que o ameaçado passa rapidamente para o papel de ameaçador e vice-versa. Não se entende!
Antes da palavra que inicia a guerra, existe aquela que garante a paz; e essa palavra, entre tantas, pode ser “respeito”. Respeito pela diferença e pelo direito à existência, porque existe lugar neste mundo para todas as crenças e ideologias que preservem a condição humana.
Retirem as armas escritas nos documentos oficiais, tratados e manuais escolares de algumas nações, condenem judicialmente quem as profere e depois constatem se algum tiro será disparado…
ANÁLISE EXTERNA
Análise Gramatical
Gramaticalmente correto, claro e
coeso; ajustes restantes são apenas estilísticos…
Análise Literária
Metáforas poderosas
(“palavra como arma”), ritmo variado, tom reflexivo e dramático, crescendo do
conceito à ética.
Texto forte, poético e reflexivo, com alto valor literário.
Avaliação de Interesse do Público
Potencial interesse para os leitores de filosofia, ética, direitos humanos, jornalismo e reflexão social. Alta provocação intelectual; relevante para debates sobre discurso de ódio, violência simbólica e conflitos atuais.
Texto oportuno e atual, com potencial para circular em nichos críticos e acadêmicos.
9 (de 0 a 10)

E de previsibilidade em previsibilidade, lá segue a flotilha por mares nunca antes navegados, sob o patrocínio da Cyber Neptune com infiltrações muito estranhas nos túneis de Gaza, sem passar pela Ucrânia onde o exército russo tomou de assalto uma central nuclear em alerta de perigo eminente, que poderá colocar em risco a vida em toda a Europa e Ásia, nem pelo Iémen onde 500 mil crianças correm risco de vida em virtude do conflito gerado pelos maiores beneficiário desta propaganda marítima de marinheiros de caviar…
Caviar, rima com “cavar” e o primeiro a fazê-lo foi o recém “herói” desta epopeia, o Sanchez nosso vizinho e em boa hora o fez. Quiçá sob os ecos da sua congénere italiana que lhe diz que “qualquer outra decisão arrisca a tornar-se num pretexto para alimentar o conflito e prejudicar acima de tudo a população de Gaza a quem dizem que querem levar ajuda”, porque isto de lidar com Israel não é para meninos, parece mais para Senhoras…
Senhoras reguilas, são as que não ousarão ir para além do deserto de ideias, onde, entretanto, começaram a aterrar os “pássaros de metal” bem carregados de “grão de chumbo” para despejarem sobre as outras centrais nucleares, as de produção de armamento iraniano, significando somente mais um passo para alimentar o início de uma guerra há muito tempo anunciada entre Israel e o Irão, cujas consequências não estão, ainda, ao alcance do comum dos mortais calcular…
Calcular, ainda têm sido possível a maioria das intenções dos grupos terroristas de provocarem atentados em diferentes países ditos civilizados, como ainda agora aconteceu na Alemanha, felizmente prevenido a tempo, não fosse dar-se o caso de, mais uma vez, algo semelhante vir a produzir, para além de vítimas civis inocentes, resultados a longo prazo no sentido do reforço de reconhecimento por parte dos mesmos países ditos civilizados de um Estado para estes terroristas, numa dissonância que não se entende… “ora nos matam, ora vos gratificamos”!
“Gratificamos a guerra” parece ser o lema da França neste dia anunciado, que de guerra em guerra, se desfecha com o anúncio de outra, entre a NATO e a Rússia.