segunda-feira, 13 de março de 2023
SOMOS MEROS SERES MENSAGEIROS NA TERRA
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
Marcar a Diferença na Igualdade
Todas as jovens e todos os jovens
de hoje, deveriam poder sonhar tranquilamente com um futuro que lhes garanta igualdade
de oportunidades entre géneros, em liberdade e plena harmonia com a natureza.
Para que tal seja possível, digam
adeus às muitas desigualdades que ainda acontecem no mundo e juntos, desde já,
abracem novos hábitos e atitudes.
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Caminhando em "Pé de Igualdade"
Para as Encarregadas e os Encarregados de Educação, assim como para as Professoras e os Professores, um manual de orientação pedagógica, assente em determinados pressupostos fundamentais ao bom desenvolvimento físico e mental das crianças do ensino básico, a saber: saúde; desporto; e ambiente.
Em torno destes pressupostos, pretende-se sensibilizar as crianças para as questões mais prementes da sociedade, tendo como linha condutora o conceito de igualdade de género, para que possam crescer conscientes da realidade atual. Onde ainda se verificam muitas desigualdades neste aspeto, em clara penalização para o universo feminino, cenário que se deseja não subsistir quando chegados à idade adulta.
Pedro Ferreira
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
Não Seria Suposto Acontecer
Conforme se sabe, nas últimas décadas
assistimos a um “boom” no número de divórcios/separações, relações findas, das
quais, geralmente, houve frutos, alguns ainda menores, que bem ou mal, lá se
foram adaptando à nova realidade dos pais.
Naturalmente, o comum é, pós-rutura, cada
uma das partes seguir o seu caminho, quer uma delas o faça contrariada ou não,
pois, infelizmente, ainda existe quem, à viva força, teime em ter a seu lado
quem já não quer estar, mas não lhe restará outra opção senão essa, reencontrar-se
num novo registo que já não será ao lado de quem se habituou a estar.
Deste tipo de desfecho, tem sido padrão,
ser atribuído à mulher a morada de família, principalmente quando existem
menores a cargo, mesmo que a guarda partilhada tenha passado a ser o mais comum
nos últimos anos, algo que parece estar a funcionar e quiçá, ter permitido
abrir a caixa de pandora, onde se afere, quem efetivamente é mais capaz de
exercer as suas funções de bom cuidador, logo, grandes surpresas vieram à tona
desde então.
Operacionalidades à parte, revestidas do
seu ideal de pragmatismo, acreditando-se que toda a medida tomada entre as
partes tem em vista o bem-estar comum, passemos às questões de maior
subjetividade, os entendimentos e desentendimentos entre as partes…
Também neste aspeto, comummente, finda a
relação é atribuído ao lado feminino o papel de vítima e ao masculino o de
mau-da-fita de algo que, inquestionavelmente, correu mal, seja num aspeto
específico da vida em comum, ou noutros, é habitual ler-se/ouvir-se a mulher a
queixar-se com muito desagrado daquilo a que esteve sujeita, numa espécie de
grito de libertação, ao passo que o homem, no seu papel menos efusivo nestes
momentos, tende a remeter-se ao silêncio, que pode pressupor um assumir de
culpa.
Desde violência física, psicológica,
verbal, a desinteresse pelos filhos, ou abandono do lar, de entre tantas outras
acusações, assim se escreve, pelo punho da mulher, a história de ambos. Em
contrapartida, pelo silêncio do homem, se conta uma história que ninguém sabe
se real ou fictícia.
Efetivamente, existem assuntos que não
poderão ser abordados sem se generalizar, este é um deles! Por tal, aqui se
explanam tendências que resultam da voz corrente entre partes. No entanto, nada
disso confere a veracidade dos factos. Observe-se, então no seguinte…
O mais natural, perante este cenário, em
que cada uma das partes parece ter o seu papel bem definido, surge a questão:
não seria suposto, nessa nova caminhada a mulher ficar em vantagem perante a
possibilidade de refazer a sua vida afetiva e o homem no papel de indesejado?
Curiosamente, não são poucos os casos em
que se verifica, exatamente o contrário, ou seja, o homem a refazer a sua vida,
com alguém que o ama e enaltece grandemente e que lhe dá mais filhos, numa nova
família, onde se incluem em sã convivência os filhos que já tinha, com quem
nutrem uma excelente relação, tendo o pai como uma referência. Entretanto, por
seu lado, a mulher, que aparentemente “aguentou” um mau homem durante muitos
anos, salta de relação em relação, sem nunca se assertar e não aguenta nem um
mês perto de um bom homem que goste dela. Sendo ainda de referir, que com os
filhos a relação se deteriora com o tempo, preferindo estes, cada vez mais,
ficar com o pai que com a mãe.
Posto isto, longe de um pressuposto
sexista, mas apenas com base em dados concretos e transversais, é de se
levantar a questão, do porquê de tal fenómeno, se é que de um fenómeno
realmente se trata, ou se, na verdade, estaremos perante um rol contagioso de
histórias mal contadas, pois, a ser verdade o que se ouve por aí, não seria
suposto acontecer assim, mas ao contrário.
Aqui poderá caber, perfeitamente, o
conceito de maltrato, que tem muito para dissecar, na medida em que, em muitos
casos, começa cedo demais e de uma forma bem refinada: aquele silêncio
ensurdecedor; aquela chantagem emocional; aquela birra; aquele amuo; aquele
“não sei o quê”, só porque sim; aquela indiferença; aquele murmúrio; etc. Anos
após anos nesta desgastante moinha é das formas de violência mais insuportáveis
que se pode sofrer, que conduz a parte lesada a um acumular de stress que pode
rebentar a qualquer momento... Quem sabe o momento em que passa a ser o
mau-da-fita!
Pedro Ferreira 2021
domingo, 10 de janeiro de 2021
VIVEMOS NUM TEMPO EM QUE NÃO SE PODE SER SIMPLESMENTE …, HUMANO!
Multidões se levantam apregoando os direitos humanos, a igualdade e a justiça, de entre outros valores a que todos deveríamos ter direito. Contudo, nas relações interpessoais, uma grande parte das pessoas não admite que o seu interlocutor tenha esse direito, contradizem-se em toda a linha. Quiçá, apanágio do mundo conforme hoje em dia se revela, povoado de pessoas profundamente egoístas, em que cada indivíduo chama a si o exclusivo usufruto de tais direitos, apenas porque pensam correto, mesmo que ajam errado.
Quem não se revê em sistemas políticos ou, tão-somente, em qualquer ideologia partidária, torna-se alvo de um autêntico massacre por parte de quem se revê nos sistemas instituídos, com vista à imposição da sua visão política e ideológica, como se fosse, de entre tantas, a perfeita e inquestionável, muitas vezes com recurso à ofensa fácil, caso os seus intentos não sejam acolhidos. Afinal de contas, seja qual for a opção partidária, os ditadores farão sempre parte do cenário;
Com a religião, desde tempos ancestrais associada à política, passa-se o mesmo, se alguém não professar nenhuma religião ou crença, mesmo que tenha a sua fé, a diferença será sempre alvo de ataque. Autênticas lavagens ao cérebro continuam a ser feitas por parte das pessoas fundamentalistas. Deuses, também os há em todas as religiões, os tais que querem saber mais que o verdadeiro Deus e decidir contrariamente à Sua vontade. Mas este é um fenómeno que não se crê algum dia venha a extinguir-se, bem pelo contrário, acicatam-se, cada vez mais, os ânimos na sequência dessa clivagem, entre a humildade do desconhecedor e a arrogância do inquisidor. Aliás, basta estar-se minimamente atento e constata-se facilmente que qualquer fenómeno social tem na sua base subjacente pressupostos religiosos;
Se Mulher ou Homem que exerce o seu respetivo papel o melhor que pode e sabe, dignificando o correspondente género que representa, sujeita-se às mais dispares tentativas de humilhação e até escárnio e maldizer, somente por tão simplesmente ser. Isto, claro está, porque quem ataca, se reveste de complexidades sem fim, tendendo para excessos, num constante desvirtuar da natureza das coisas, inclusive, tentando impor o impossível, a existência de múltiplos géneros. O caos para pessoas complexas, é o objetivo primeiro, por tal odeiam quem não as acompanha, ou seja, quem vai em sentido contrário e prefere a pacatez da existência, o humano no mais elementar das suas necessidades físicas e mentais, que não se mete por caminhos estreitos e intermináveis, cheios de incertezas e guerrilhas. Tentar viver em paz e harmonia, nos tempos que correm, parece que se tornou uma espécie de afronta a uma maioria que prefere viver em permanente conflito e desestabilização como forma de afirmação pessoal, numa espécie de suprimento para as suas frustrações;
Família, essa nobre instituição de pleno garante da sobrevivência de qualquer espécie, como a humana em particular, ademais, tratando-se de uma espécie gregária, ao chegarmos a esta fase da história da humanidade, Vemo-la a ser tratada como uma espécie de modelo de vida primitivo a extinguir, porque se instituiu o lema contranatura de que cada indivíduo de persi deve seguir o seu caminho focado somente no seu eu, amando-se acima dos demais, completamente independente, num claro culto narcisico.
Por outro lado e em simultâneo, surge o clubismo, no lugar da família, que dá o mote às relações interpessoais, quiçá uma compensação pela falta do que se destruiu, a própria família, num autêntico contrassenso. Daí, consequentemente, assistimos a um considerável investimento pessoal com vista à participação na vida do clube ou similar entidade que se abraça de forma fervorosa, levando, a espaços, a acesas discussões, tão absurdas quanto sobre o facto de um esférico chutado ultrapassou um limite regulamentar de 1 cm, ou não, a linha de uma baliza. Enquanto isso, os filhos menores, reclamam simplesmente 1 minuto de atenção, algo que, também, é inerente à condição humana, mas que se vai perdendo em benefício do mais fútil dos fúteis;
A desagregação, converte os seus elementos
em feras solitárias que lutam desenfreadamente pela sobrevivência, vendo
perigos em todo o lado e inimigos em toda a parte, inclusive o seu próprio
semelhante. É nisto que a humanidade se está a tornar, provavelmente sem
retorno! E, novamente, quem ousa simplesmente ser…, humano, sujeita-se ao mais
vil e cobarde ataque de quem negou para si próprio essa condição.
"Análise
Literária e Interpretativa
Um manifesto
reflexivo e crítico, abordando uma série de problemas sociais, políticos e
culturais contemporâneos. Através de uma narrativa densa, o autor questiona a
natureza das relações humanas, a desagregação social, o egoísmo e a perda dos
valores fundamentais, como a empatia, o respeito e a harmonia.
- Tema central: A obra aborda a crise da humanidade moderna, destacando o conflito entre as palavras e as ações, a incoerência nas reivindicações de direitos e igualdade, e o desgaste das instituições fundamentais como a família, a religião e a política. O autor sugere que, no contexto atual, ser "simplesmente humano" é visto como uma afronta ou uma fraqueza. Em vez de buscar a paz, muitos parecem se atrair para o conflito constante, o que alimenta a desagregação social e a frustração pessoal.
- Estilo e Linguagem: A linguagem utilizada é formal e reflexiva, com um tom crítico e, por vezes, desesperançado. O autor utiliza uma sintaxe complexa, com frases longas e algumas inversões estruturais, o que transmite a ideia de um raciocínio profundo e contínuo. Há uma construção de contraste entre ideias (como "egoísmo" versus "direitos humanos", "liberdade" versus "religião") que acentua as contradições do mundo contemporâneo.
- Estrutura do Texto: O texto é dividido em uma sequência de parágrafos que abordam diferentes temas, mas com uma coesão que vai do pessoal para o social, do micro (indivíduo) ao macro (sociedade), culminando em uma reflexão geral sobre a condição humana. Cada parte é ligada a um conceito específico, mas há uma constante retomada do questionamento sobre o que significa ser humano.
- Análise Crítica: O autor revela uma visão pessimista
sobre a humanidade, sugerindo que as relações interpessoais estão cada vez
mais fragmentadas e marcadas por intolerância e individualismo. A crítica
à ideologia política, à religião, aos novos conceitos de gênero e à
transformação da família em uma instituição obsoleta são feitas de forma
incisiva, com uma clara condenação de atitudes que desvalorizam a
convivência e a harmonia entre as pessoas.
Classificação
Literária e Interesse Público
O texto pode
ser classificado como um ensaio crítico ou reflexão sociopolítica,
dado seu caráter argumentativo e analítico. Ele possui um tom de denúncia
social, um subgênero muito comum em textos literários que visam expor e
criticar as falhas de uma sociedade ou de um período histórico específico.
Do ponto de
vista de interesse público, o texto trata de questões altamente
relevantes para os dias de hoje, como:
- O comportamento social em um
mundo globalizado e marcado por grandes desigualdades.
- A crise das instituições
tradicionais e a busca por um novo modelo de convivência.
- O dilema entre direitos
individuais e responsabilidades coletivas.
- A polarização política e
religiosa, que muitas vezes se manifesta em ataques pessoais e sociais.
Esses são temas que, além de estarem na pauta das discussões públicas, têm implicações diretas na formação da sociedade e no futuro das gerações.
Conclusão
Este é um
texto de grande profundidade, que busca provocar o leitor a uma reflexão
crítica sobre o mundo atual, suas contradições e seus dilemas. Ao questionar os
valores e os comportamentos humanos, o autor não apenas expõe uma análise de
sua época, mas também propõe um confronto entre o que é "humano" e o
que a sociedade contemporânea tem se tornado."


