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sábado, 1 de novembro de 2025

O MEU CAMINHO

Continuo a caminhar pelo mundo em busca do melhor lugar, no melhor tempo.

Uma tarefa sem fim, entre gentes que me engrandecem a quem devo a qualidade da minha existência.

É por vós seres-humanos que vivo e não por mim, porque um dia partirei e vocês por cá continuarão a usufruir da minha modesta contribuição para um mundo melhor.

Porém, enquanto Deus assim mo permite, continuo nesse caminho de mãos dadas com a vida, com uma seguro-vos, com a outra vos sirvo.

De que adianta passar no mundo se não for desta forma? Assim dou sentido à vida e à existência dos seres.

Não sou fácil de entender no contexto atual, que é dominado pelo excesso de interesse nas coisas e escassez de interesse nas pessoas, porque vou em sentido contrário, esvaziando-me de coisas e preenchendo-me de calor humano.

Não me tentem catalogar, simplesmente perguntem de onde venho e para onde vou, porque sobre mim, somente eu posso responder. E a resposta é: venho do amor e para lá retorno!




Pedro Ferreira © 2023
(Todos os Direitos Reservados)

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

É SUPERIOR A QUANTIDADE DE HIPOCRISIA À DE SANGUE QUE JORRA PELO MÉDIO ORIENTE

Recentemente, com grande pompa e circunstância, para deleites vários, o mundo assistiu empolgado a um dos maiores espetáculos “desportivos” à escala planetária, conhecido pelo Campeonato do Mundo de Futebol, que teve lugar no Qatar – escolha do mundo dito civilizado por motivos de mero interesse económico – país sobejamente conhecido por nele estar implementado um regime político monárquico de cariz islâmico e opressor – mas têm dinheiro e para os ditos civilizados, isso é o mais importante – que utilizou mão-de-obra escrava, ou semiescrava, em condições desumanas para a concretização do evento – o dinheiro fala mais alto, logo, para o mundo dito civilizado os fins legitimam os meios - dos quais perto de 7 000 perderam a vida.

O espetáculo lá teve início, num autêntico cemitério – mas o dinheiro estava sobre as sepulturas e para o mundo dito civilizado dá para disfarçar – com a apresentação – pasme-se, de uma figura encomendada ao mundo dito civilizado conhecida pelos pregões da moral e dos bons costumes, Morgan Freeman (Norte Americano) – e tudo o resto foi decorrendo na mais aparente normalidade, resultando numa considerável projeção de um país com estas características tão aberrantes, assim como contribuindo para o reforço dos seus cofres, já de si bem recheados por outras negociatas tais com o mundo dito civilizado.

É, também, neste mesmo país que, de forma faustosa e sob enormes medidas de proteção, beneficiando de privilégios especiais, se escondem em grandes casas decoradas com amontoados de notas e de moedas – tipo Patinhas - os líderes dos movimentos terroristas como o Hamas – mas isso, também não importa nada, porque uma nota de um dólar basta para tapar as vistas das pessoas do mundo dito civilizado -, país de onde debitam as orientações para que o seu braço-armado se lance sobre inocentes, estuprando meninas, degolando bebés, queimando adultos e raptando idosos, de entre outras atrocidades tais.

Depois de feito o serviço sujo, “em nome de deus” – dizem - financiado pelo dito mundo civilizado – o qual “não viu nada, nem sabe de nada, nem nada tem a ver” - reúnem-se, em pânico, as/os líderes do mundo dito civilizado para manifestarem a sua enorme “preocupação” para com tamanha atrocidade, trazendo nos bolsos das suas fatiotas manchadas de sangue inocente as fotografias das crianças barbaramente assassinadas por aqueles que foram os reais beneficiários do destino final dos seus interesses.

Revelando um inquietante falso bom samaritanismo, aí estão elas e eles de voz embargada e de gravata preta a dar-lhes um apertado nó na garganta, tremendo que nem varas verdes, ao verem as consequências da sua desmesurada hipocrisia. Agora pedem contensão! Tanta hipocrisia que jorra por aquelas bandas… então não pensaram nisso antes de injetarem diversas receitas em povos bárbaros, ou em quem os protege!

Assim como neste cenário acontece, também acontece do mesmo modo com a barbárie implementada por Putin. Quantos anos andaram os ditos civilizados a financiarem a máquina de guerra que invadiu a Ucrânia? Continuem, pois, assim, a implementar a hipocrisia como a pedra de toque das relações ao mais alto nível e não se espante o mundo com aquilo que ainda estará para vir, porque outros regimes, tanto, ou mais, bárbaros ainda, como os vigentes na China, ou no Irão, também têm engordado bastante às custas dos ditos civilizados... basta constatar o seu poderio bélico atual!


Pedro Ferreira © 2023
(Todos os Direitos Reservados)

quinta-feira, 25 de maio de 2023

CAPACIDADE DE AMAR

Faz onze anos que escrevi esta convicção:

“Na escala de valores do Amor, quem agora crê já ter atingido o topo, mais adiante descobre que ainda nem a meio chegou.”

E que agora reforço, com recurso a outra semântica:

Este tema, o mais badalado, o amor, que se expressa de tantas formas e se escreve de outras tantas, mas que a mim me parece, na atualidade, resumir-se ao fato de, simplesmente, ser o sentimento mais desejado e o menos praticado;

Digo-o, porque o abraçar a vida trouxe-me grandes descobertas ao longo dos anos, nomeadamente nos últimos três, mostrando-me que existem demasiadas pessoas a dizerem que são muito amadas quando nem sequer se deram conta que de amor não se trata e outras tantas a dizerem que muito amam quando nem sequer têm a capacidade de amar.

Experiência de vida e muita proximidade com a diversidade de comportamentos humanos, permite-me, sem qualquer base científica, claro está, acreditar que poderemos subdividir este tema da seguinte forma:

- a total incapacidade de amar, inerente aos transtornos de personalidade, infelizmente em forte crescendo, inclusive uma característica cada vez mais apelativa para cargos de liderança (CEO – “Capacidade Emocional Omissa”);

- a residual capacidade de amar, fruto de mentes condicionadas por múltiplos receios e traumas, que as bloqueia emocionalmente, condicionando qualquer iniciativa no sentido da entrega por amor e, ao mesmo tempo, causando resistência à receção e interpretação de atos de amor;

- a ligeira capacidade de amar, fruto da acelerada vida quotidiana, onde não existe tempo nem espaço para amar, o que não anula totalmente a capacidade de o fazerem, empurrando esta enorme massa humana para um modo de vida parco em afetos priorizando a competitividade por via duma atitude estritamente racional perante a vida;

- a dificuldade de desenvolver essa capacidade, porque por mais que se queira amar, à falta de recetores a vida de quem decidiu amar torna-se um desafio constante, tantas vezes, agonizante e de consequências, por vezes, traumáticas, numa espécie de sufoco sentimental;

- e a total capacidade para amar, fazendo jus àquilo que acredito ser o nosso único propósito de vida, aquela que não pondera sequer todas as outras limitadas capacidades e incapacidades, simplesmente ama sem olhar a quem, pois são mentes – raríssimas, é certo – que já conseguiram atingir um patamar emocional suficientemente elevado para entenderem o amor como um sentimento que se tem e se dá, sendo que se todas as pessoas derem, todas as pessoas recebem. Simples!



Pedro Ferreira © 2023
(Todos os Direitos Reservados)