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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

CRÓNICAS DE UM DIA ANUNCIADO – 20251006

Conforme previsto, os “heróis e heroínas de além mar”, depois de “terem sido vítimas de violentas agressões por parte do inimigo, sujeitas a condições desumanas em jaulas como animais, infestadas de percevejos e sob privação de alimentos e de água”, regressaram para os “braços das suas mães” com um feliz sorriso estampado no rosto, trajando de branco cálido e fresco, símbolo de paz, após uma árdua missão de espalhafato para que o mediterrâneo se transformasse numa corrente de lágrimas que desagua nos telejornais e nas manchetes da imprensa internacional.

Missão cumprida com sucesso, mesmo que de porões vazios de ajuda humanitária, baixa-se o pano da comédia e regressa-se aos assuntos sérios…

Quem acredita nos planos de paz de Trump para o Medio Oriente, provavelmente deverá, acreditar, também, que nos EUA se vivem momentos de paz…, nada de armas e sangue nas ruas, certo?

E sério mesmo, são as crianças e população civil em geral, que por mais que de paz se fale nas poltronas do poder psicopático dominante, as suas vidas continuam a valer zero para estes senhores da guerra, encurraladas entre o sabre dos terroristas e as balas dos vingadores, bem longe da ajuda humanitária amplamente promovida nas campanhas marítimas da trupe caviar.

Até parece que aquilo que se passa na Ucrânia, bem mais fácil de resolver que aquilo que se passa no Medio Oriente, não é suficiente para despertar consciências para a realidade e, de uma vez por todas, a comunidade internacional, pelo menos a ala ainda considerada civilizada, tomar consciência que quanto mais a palavra “paz” é proferida em terras longínquas de Mac Donalds, mais guerra sobrevem e mais duradoura se torna.

O Prémio Nobel está quase garantido para um dos Senhores das Armas, mas a confirmar-se, será apenas uma passagem, pois, objetivo alcançado, venha de lá mais guerra, porque essa é que é um bom investimento, dá lucro aos magnatas do comércio internacional, não fosse exemplo disso, o mais descarado de todos, os avultados lucros da Gasprom, o maior financiador das bombas que caem sobre a população civil ucraniana (12,45 mil milhões de Euros em 2024).

Ucrânia, Iémen, Congo e outros país onde milhares de inocentes são literalmente chacinados por essas marcas de renome internacional, também, têm costa marítima onde as flotilhas podem aportar. Porém, parece que tais embarcações da Cyber Neptune desconhecem as respetivas rotas, talvez porque os seus instrumentos de navegação já venham pré programados como ponto de partida e ponto de chegada os mais de 400 km de túneis de Gaza.

E já agora, neste contexto geopolítico, será de perguntar e a Europa, onde fica e o que por lá acontece neste momento que nada se vê de concreto… será que ainda estão a discutir entre corredores viciados de lóbis e interesses as próximas inofensivas e ridículas sanções à Rússia, enquanto cantam “anda comigo ver os aviões…”e drones russos a passarem sobre as suas cabeças, até que um dia um deles lhes caia encima para depois tomarem uma medida drástica e dura, do tipo, “condenar por unanimidade”?

E nada como terminar a crónica de mais um dia anunciado, com um pré-anuncio de há muito tempo, a condecoração de mais um terrorista, desta feita Ramzan Kadyrov, cooperante na chacina de mais de 12 000 cidadãos inocentes, de entre os quais perto de 700 crianças… quem sabe, com os exemplos dos últimos dias, o terrorismo passa a ser um investimento ainda mais compensador que a guerra, o gás, ou o petróleo…




Pedro Ferreira © 2025
(Todos os Direitos Reservados)

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

CRÓNICAS DE UM DIA ANUNCIADO – 20251003

Finalmente a mais famosa “armada” de todos os tempos chegou ao seu objetivo final…, a vitimização! Agora na condição de “reféns” de Israel, as doces sereias Barbies e os bravos marinheiros Kens já podem comprovar perante o mundo inteiro que “Israel é um estado terrorista”, pronto!

Logo atrás, chegou um bote carregado de repórteres para não perderem pitada deste espetáculo, porque em Lisboa, Madrid e noutras capitais, milhares de pessoas nas ruas em “grande sofrimento” esperam ansiosamente por notícias dos seus “heróis” de além-mar, ora, “barbaramente arrastados para os túneis de Israel, pelo grupo de terroristas armado, que dá pelo nome de Judeus”.

E o pior de tudo, para esta “desgraçada” tripulação caviar, foi ter sido recebida por uma jovem militar judia, com a recomendação para não se aproximarem mais e para deixarem os donativos ao cuidado das organizações humanitárias habilitadas para os fazer chegar a quem de direito. Deve ter sido pesado para as feministas Mortágua e suas comparsas passar por tamanha humilhação de serem mandadas parar por uma mulher militar, de um estado democrata, com todos os seus direitos e proteção garantidos. Mas, também, seria curioso assistir à receção em Gaza, caso tivesse sido possível: provavelmente por um grupo de “valentes príncipes” do deserto, trajados de negro, de cara tapada e fitinha verde na testa, ferozmente armados com suas espadas, as mesmas com que momentos antes haviam mutilado suas mulheres.

Não foi só o sucesso no campo da vitimização que a flotilha caviar conseguiu, foi ainda um atentado em Manchester numa sinagoga, com perspetivas de muitos mais doravante, porque afinal de contas, assim se prova que o terrorismo compensa, dá direito ao apoio para o reconhecimento de um estado que tem como carta de intenções a extinção de outro estado e o extermínio da respetiva população.

Claro está que este show-off histérico, só é possível, porque os seus organizadores bem sabem que não estão retidos na Palestina, porque em Israel os “maus da fita” não os manterão em túneis durante anos sem fim, privados dos mais elementares bens essenciais à sobrevivência, pelo contrário, amanhã farão, com todas os seus direitos salvaguardados e mordomias, o seu caminho de regresso à pátria, onde serão recebidas/os como “heroínas/heróis” (não confundir com “heroínas/cocaínas”) pela tal multidão fã do Bigbrother.





Pedro Ferreira © 2025
(Todos os Direitos Reservados)

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

CRÓNICAS DE UM DIA ANUNCIADO – 20251001

E de previsibilidade em previsibilidade, lá segue a flotilha por mares nunca antes navegados, sob o patrocínio da Cyber Neptune com infiltrações muito estranhas nos túneis de Gaza, sem passar pela Ucrânia onde o exército russo tomou de assalto uma central nuclear em alerta de perigo eminente, que poderá colocar em risco a vida em toda a Europa e Ásia, nem pelo Iémen onde 500 mil crianças correm risco de vida em virtude do conflito gerado pelos maiores beneficiário desta propaganda marítima de marinheiros de caviar…

Caviar, rima com “cavar” e o primeiro a fazê-lo foi o recém “herói” desta epopeia, o Sanchez nosso vizinho e em boa hora o fez. Quiçá sob os ecos da sua congénere italiana que lhe diz que “qualquer outra decisão arrisca a tornar-se num pretexto para alimentar o conflito e prejudicar acima de tudo a população de Gaza a quem dizem que querem levar ajuda”, porque isto de lidar com Israel não é para meninos, parece mais para Senhoras…

Senhoras reguilas, são as que não ousarão ir para além do deserto de ideias, onde, entretanto, começaram a aterrar os “pássaros de metal” bem carregados de “grão de chumbo” para despejarem sobre as outras centrais nucleares, as de produção de armamento iraniano, significando somente mais um passo para alimentar o início de uma guerra há muito tempo anunciada entre Israel e o Irão, cujas consequências não estão, ainda, ao alcance do comum dos mortais calcular…

Calcular, ainda têm sido possível a maioria das intenções dos grupos terroristas de provocarem atentados em diferentes países ditos civilizados, como ainda agora aconteceu na Alemanha, felizmente prevenido a tempo, não fosse dar-se o caso de, mais uma vez, algo semelhante vir a produzir, para além de vítimas civis inocentes, resultados a longo prazo no sentido do reforço de reconhecimento por parte dos mesmos países ditos civilizados de um Estado para estes terroristas, numa dissonância que não se entende… “ora nos matam, ora vos gratificamos”!

“Gratificamos a guerra” parece ser o lema da França neste dia anunciado, que de guerra em guerra, se desfecha com o anúncio de outra, entre a NATO e a Rússia.



Pedro Ferreira © 2025
(Todos os Direitos Reservados)

terça-feira, 30 de setembro de 2025

CRÓNICAS DE UM DIA ANUNCIADO – 20250930

Quem foi Charlie Kirk! Uma questão que não se pode colocar à sociedade portuguesa, porque, provavelmente, a maioria não saberá responder. Porém, aí temos a saga do “mártire” Charlie Kirk a ser imposta pelos interesses ocultos como forma de manipulação em massa.

Existe até quem faça disso uma bandeira humanitária, curiosamente os nossos mais elevados órgãos nacionais, como é o caso da a Assembleia da República, que aprova um voto de pesar em virtude dessa lamentável ocorrência lá longe em terras de Mac Donalds, numa curiosa empatia para com quem dizia que não suportava a empatia.

Se por cá, andamos assim a este nível temático ao mais alto nível institucional, num momento da história da humanidade em que a própria existência futura de vida na Terra está em alerta máximo de perigo de não ser viável, é, quiçá, a prova inequívoca que a governança está em má “morada”, o que poderá dar “porrada”.

Será mesmo assunto que deva ser tratado a este nível! Que contributo deu Charlie Kirk para nós portugueses? Ou ainda anda o povo português agarrado à triste ideia de que tudo que é “americano” é de importar porque “é bom”, mesmo que não nos faltem provas do tanto de mau que por lá se passa e que de lá se importa…

Por exemplo, o tão apregoado “acordo de paz” proposto por Trump para o conflito no Médio Oriente, é um desses casos que nos diz que “muita coisa ruim” vem daquelas paragens, pois o mais provável é que rapidamente se converta num endurecimento desse mesmo conflito. Será que o autoproposto senhor “Prémio Nobel da Paz” - que se souber onde fica a Faixa de Gaza já será muito bom - está convencido que vai conseguir desaparecer trinta mil terroristas, ou mais, de um dia para o outro, ou que, na melhor das hipóteses esses mesmos promotores da morte ficarão eternamente fechados nos túneis de Gaza entretidos a jogar às cartas enquanto as novas “cidades comerciais” se erguem acima deles? Por inocência é que não será certamente.

Seja como for, parece que a ideia é entregar a administração daqueles territórios - a que algumas pessoas apelidam de Palestina - a uma organização chamada de Autoridade Palestiniana, cuja liderança é tão confiável, quanto o seu poder estar a ser exercido há 19 anos sem a convocação de eleições democráticas. Organização essa sustentada com dinheiro sujo, nomeadamente de tráfego humano e de estupefacientes, para além de outros expedientes como, por exemplo, a extorsão de 10% do vencimento dos perto de 20 000 trabalhadores palestinianos quando regressam a suas casas depois de uma jornada de trabalho em Israel.

Entretanto, a famosa flotilha que navega a caminho daquele cenário, alinhada com todo este espetáculo, sob a falácia de levar ajuda humanitária à população carenciada, recusou-se a deixar a referida ajuda nas mãos de quem está em condições mais favoráveis de a fazer chegar aos eventuais beneficiários, preferindo seguir navegando orgulhosamente enquanto o show-off estiver garantido, numa descarada campanha meramente política.

Entretanto, do outro lado, espreita o grande financiador deste conflito. Porém, hoje, mais atento às dezenas de “pássaros de ferro” que por perto pretendem pousar naquilo que se perspetiva como sendo antecâmara de um conflito alargado.




Pedro Ferreira © 2025
(Todos os Direitos Reservados)