Peço-te que me imagines uma embarcação chegada a bom-porto depois de uma travessia entre continentes e gentes, navegando em mar alto, tantas e tantas vezes enfrentando tempestades, outras tantas à deriva, onde os remos já partidos não são mais do que recordações de braços que me tentaram submergir e observa-a no seu balanço como quem se perde em águas calmas e terás a mais cabal resposta para a questão que me colocas.
Existe só um fundo de verdade para cada âncora.
Não sei se as gaivotas chegaram para em mim descansarem, ou se para me mostrarem que depois das tormentas, existe a paz que me faz voar.
Pedro Ferreira 2018
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